Entrevista com a DJ Carlitha | Fúria Hip Hop
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    Entrevista com a DJ Carlitha

    dj Carlitha

     

     

     

     

     

     

     

    por Pretinha Carvalho
    Uma das muitas mulheres que estão aparecendo na cena do hiphop do Rio de Janeiro, em uma área onde realmente predomina o sexo masculino, vamos conferir o que pensa a nossa linda dj. Tocando em várias festas da cidade e já começando a se destacar no nosso cenário.

    FHH – Poucas mulheres se aventuram a se tornar DJ no Brasil? Em que, ou em quem você se inspirou?
    R: A principio fui mais pq adoro musica e o stilo hip hop, amo, adoro dançar e tudo mais, fui fazer o curso mais como um hobby mesmo, e acabei tocando na festa de um amigo, ele q me incentivou muito pra fazer o curso e tal, não necessariamante tive uma inspiração, acho q foi mais pelo fato de gostar muito de musica, ser uma amante incondicional.

    FHH – Onde foi a primeira vez em que você tocou com DJ profissional?
    R: Na festa Hip Hop Revolution na festa tem um palco principal e tocam os DJs mais conhecidos e tal, e eu toquei no palco alternativo q toca mais Hip Hop Underground, sendo um stylo dentro do Hip Hop q curto bastante, em 2007.

    FHH – Hip- Hop sempre foi tido como um ritmo feito para a periferia, para os “favelados” e nunca para mulheres. Você sofreu algum tipo de preconceito por ser tornar DJ? Conta-me como foi e se também sofre esse tipo de preconceito por parte dos homens.
    R: O Hip Hop é um ritmo da periferia, assim como o Funk, e as mulheres tb curtem so q no Hip Hop existem vários stylos tem o mais dançante e o mais parado, tem pra todos os gostos, eu gosto de tudo um pouco, so q como já disse curto bastante o Underground q poucas meninas custem, mas tem sempre auma pra se juntar a mim, rs… Acho q não teve preconceito não, não sei se foi pq eu já conhecia os outros DJs e tudo mais, pois eu sempre andava com eles, rolou ate um apoio, me passavam o nome de certas musicas q eu não tinha e tudo mais. Acho q seu eu atuasse mais e conseguisse um espaço maior e tudo ai sim eles não iriam gostar muito, mas acho q seria mais em relação ao espaço q pro Hip Hop tem pouco.

    FHH – Qual o maior desafio de ser uma DJ no universo onde o sexo masculino predomina?
    R: Que as pessoas acreditem q seu trabalho é bom e q vc ta ali pra levar isso a serio, como os homens, pois como já disse tem espaço pra todos, o problema é q eles vão sempre pensar q vc pegou uma oportunidade q seria deles, mas não é. E estar sempre se atualizando antenada nas coisas q estão acontecendo no seu estilo musical.

    FHH – O que o Hip Hop significa em sua vida? E o que você espera do futuro?
    R: Tudo de bom, acho q a maioria dos bons momentos q tenho em minha vida lembro de uma musica e é claro é um Hip Hop um R&B q tocava no momento e na época. Acho q daqui pra frente é muita coisa boa, pq tem muitas musicas e chegamos ate elas com mais facilidade e temos obrigação como DJs de difundir a boa musica.

    FHH – Você sente falta de rivalizar com outras mulheres? No bom sentido claro, mas ter outras companheiras neste mesmo trabalho?
    R: Não, pelo contrario acho muito bom quanto tem outras mulheres atuando como DJs ate pq pros homens verem q não somos ruins e é claro q podemos fazer o mesmo q eles, e não so no Hip Hop mas nos outrso estilos de musica Tb acho muito bom, mas pq acho q tem espaço pra todo mundo. Tem algumas, qnd fiz o curso fiquei boba de terem outras meninas interessadas e muito bom é ate um incentivo a mais.

    FHH – Futuro. Você acredita que o mercado esta apto a receber outras mulheres nesta mesma profissão?
    R: Acho sim, e tem gente boa abrindo o espaço, algumas sentem vergonha e tal, mas acho q é normal, temos q meter a cara mesmo.

    FHH – O que você espera no futuro como DJ?
    R: Espero estar sempre antenada tocando o q o povo gosta, de fazer a pista ferver isso q é bom, o legal de tudo é se divertir junto curtir o momento q é muito bom e único, e q as musicas boas continuem sendo produzidas e tocadas.

    FHH – Quais as maiores dificuldades do Hip Hop Nacional?
    R: De fazer musicas conscientes e dançantes, pois uma vez conversando com um amigo meu DJ entramos num acordo, o povo brasileiro gosta de danças de musicas swingadas, por isso q as musicas q tem uma uma boa base (batida), são as q as pessoas mais gostam, ninguém gosta de ficar parado so ouvindo e sendo consciente, pois as letras do Rap, Hip Hop Nacional são muito boas, ultimamente elas estão sendo bem mais produzidas e estão ficando muito boas, a altura de uma gringa, mas temos muito o q evoluir, pois ate lá fora elas evoluíram e hj são o q são é coisa do tempo, amadurecendo as coisa se arrumam. Mas ta muito bom.

    FHH -me diga como vc conheceu o mundo hip hop?
    R: Caramba! como começar, acho q ta na veia, rs…. ouço Black Music desde q nasci. Em casa sempre ouvi muito samba, coisa de preto e tal, minha Irma sempre curtiu Charm , sou a mais nova de 3 então tenho elas como exemplo, sempre ouvindo esse ritmo em casa, tenho um primo q era DJ e curtia o mesmo ritmo q minha irmã, comecei a ter contato com o Hip Hop nacional e tudo mais através dele, numas festinhas q rolavam na CDD (Cidade de Deus – Jacarepaguá), daí sempre tive muito contato com a musica, como muitas das vezes eu era mais nova e não podia sair, curtia em casa, via clips e tudo mais, e assim q pude comecei a ir pro Disco Voador de Marechal Hermes, Tem Tudo,Feijão e Cia, Viaduto de Madureira e por ai foi e to nessa ate hj e isso já faz uns 10 anos mais atuantes indo ate a musica, o tempo, rs….

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